DANÇA
Todo corpo que dança, seja no balé clássico ou no passinho, conta uma história. Mas, muito antes dessas expressões contemporâneas existirem, os brasileiros já usavam o corpo em rituais em que a memória coletiva se guardava em movimento. Para os povos originários, dançar não é uma expressão artística individual, mas um ato comunitário, espiritual e político.
As danças, como o Samba de Roda, o Bumba Meu Boi ou o Maracatu, são expressões culturais e canais de comunicação popular. O Toré, ritual sagrado e dança ancestral praticada por diversos povos indígenas do Nordeste brasileiro, é simultaneamente reza, resistência e prova de existência. Nos terreiros afro-brasileiros, cada movimento do corpo em transe carrega um vocabulário preciso expresso na gira dos Orixás.
Cada qual guarda um movimento de comunicação com suas próprias forças.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de uma cena de dança tradicional. No centro, uma mulher dança com um vestido longo e colorido, com flores vermelhas e amarelas. Ela usa um lenço branco na cabeça e joias coloridas. Ao seu redor, várias pessoas observam. À esquerda, uma mulher está sentada, vestindo um vestido branco e um manto colorido. Do lado direito, dois homens estão de pé, um usando um chapéu de palha e o outro com um chapéu de palha e uma camisa azul. Na frente, um homem toca um instrumento de percussão, um tambor. No fundo, há uma parede com uma pintura mural, e à direita, um fogo está acesa. Todos estão em um ambiente interno, provavelmente em um terreiro afro-brasileiro.