VESTUÁRIO
A roupa é comunicação. Os cocares indígenas identificavam lideranças e ocasiões sagradas. As roupas brancas do Candomblé e da Umbanda anunciam a iniciação e a pureza. A camisa do time de futebol declara identidade e pertencimento, assim como o chinelo dos cria. O turbante afro-brasileiro se apresenta como símbolo de resistência e orgulho.
Cada escolha de um vestuário é uma frase, e o Brasil tem um imenso guarda-roupa simbólico. Sem falar que, no carnaval, quando a fantasia ocupa as ruas, você pode ser quem quiser.
Mas vale lembrar que, antes de qualquer palavra, a vestimenta também anunciava quem mandava e quem obedecia. A roupa como argumento de autoridade. O terno e a gravata da modernidade europeia: a gravata tem origem na Croácia e o terno nasceu na Inglaterra. Acabaram virando o uniforme do poder formal brasileiro, exigidos em cerimônias, tribunais e corredores do Congresso Nacional.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de uma gravata. A gravata é de cor azul vibrante e apresenta um padrão de pequenos círculos pretos distribuídos regularmente ao longo de sua superfície. A gravata está dobrada e posicionada diagonalmente na imagem, com o lado mais largo à esquerda e o mais estreito à direita. O fundo da imagem é branco, destacando a gravata como o único objeto visível.