SECRETÁRIA ELETRÔNICA
O telefone tocava e o aparelho respondia: "Não posso atender no momento. Deixe seu recado após o bip." A secretária eletrônica foi uma pequena revolução doméstica. O nome, aliás, não é neutro: veio do sexismo estrutural da época em que o aparelho foi popularizado, de que anotar recados era trabalho de secretária. A máquina herdou o cargo e o gênero.
Até então, ou você atendia a ligação, ou ela se perdia para sempre. Com o aparelho, você podia filtrar chamadas em tempo real: ficava ouvindo quem falava e, se valesse a pena, atendia. Muita gente desligava sem deixar nada. Já outros transformavam a mensagem em performance: gravavam recados intermináveis, discutiam a relação, contavam histórias.
No Brasil, o CCE TS-30 foi um dos modelos que colocaram o aparelho ao alcance da classe média. E tinha um diferencial que parecia um luxo: controle remoto. Você ligava de um orelhão, digitava um código e ouvia seus recados de onde estivesse. Era mobilidade antes do celular.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de um aparelho de gravação de voz. O dispositivo é preto e marrom, com uma superfície superior de madeira. Na parte superior, há um painel com botões e um display. Os botões são de cores diferentes: verde, amarelo, vermelho e branco. O display está desligado. Na lateral esquerda, há um conector para fones de ouvido. Na parte inferior, há um botão vermelho e um botão branco com a inscrição "RECORD". O aparelho tem a marca "SONY" em destaque. Na frente, há um botão azul com a inscrição "NEW", um botão vermelho com a inscrição "STOP", um botão branco com a inscrição "FF" e um botão branco com a inscrição "REW". O aparelho também tem um botão branco com a inscrição "POWER" e um botão branco com a inscrição "VOLUME". Na parte inferior, há a inscrição "DICTATOR SECUTIVE BUX-30".