PAGER
Antes de o celular ficar acessível, os brasileiros andavam com uma caixinha na cintura que mudava o ritmo do dia: o pager, que, no Brasil, logo ganhou o apelido carinhoso de "bip". Chegou por aqui no início dos anos 1990, primeiro nas mãos de médicos e executivos. Mas não demorou para virar febre.
Funcionava assim: alguém ligava para uma central e deixava um número. O aparelhinho apitava e mostrava os dígitos na tela. Só isso. Você não podia responder. Tinha de correr até ao telefone ou ao orelhão mais próximo. Mas os códigos numéricos viraram uma linguagem secreta. O 100, por exemplo, era sinônimo de "eu te amo", numa lógica de "cem por cento".
Você pode não se dar conta, mas os pagers ainda circulam entre nós, usados por médicos em sistemas internos de chamada de hospitais e em filas de restaurantes para avisar os clientes quando a mesa está liberada.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de um pager antigo da marca NEC, modelo Teletrim. A imagem mostra o dispositivo de frente, com a tela LCD central, que exibe uma cor verde. Acima da tela, há dois botões de controle. Abaixo da tela, há um orifício para entrada de cartão SIM. Na parte inferior, há um orifício de saída de som. A marca "NEC" está escrita em letras amarelas na parte superior da tela. A palavra "TELETRIM" está escrita em letras brancas sobre um fundo azul na parte inferior do dispositivo.