TELÉGRAFO
Ponto. Traço. Ponto. Antes do WhatsApp e do telefone havia o telégrafo, que utilizava sinais elétricos transmitidos por fios para enviar mensagens em código Morse. E com ele, pela primeira vez na história, uma mensagem podia sair do Rio de Janeiro por pulsos elétricos viajando por fios de metal, transformada em código, e reconstruída em palavras do outro lado.
O telégrafo chegou ao Brasil em 1852, quando Dom Pedro II mandou instalar a primeira linha ligando o Paço Imperial ao Quartel General do Exército no Rio de Janeiro. Para funcionar, era necessária uma infraestrutura composta por postes de madeira, fios metálicos, baterias elétricas e estações telegráficas.
Em dezembro de 1873, o Imperador assistiu, da praia de Copacabana, à chegada do cabo submarino que ligava o Rio de Janeiro a Belém, passando por Salvador e Recife. Em 22 de junho de 1874, o cabo cruzou o Atlântico – de Recife a Lisboa, via a Ilha da Madeira e os Açores.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de um dispositivo antigo, provavelmente um telégrafo, montado sobre uma base de madeira. A partir da esquerda, há um mecanismo metálico com várias alavancas e botões, seguido por um cilindro preto, possivelmente contendo uma bobina ou um reservatório. Do lado direito, há dois instrumentos circulares com ponteiros, possivelmente medidores de pressão ou voltagem, ambos com caixas verdes e faces brancas. O dispositivo está em bom estado de conservação, com detalhes metálicos e componentes de madeira.