CABOS SUBMARINOS
Em 1874, Dom Pedro II inaugurou os primeiros cabos submarinos do Brasil, ligando Rio de Janeiro a Salvador, Recife e Belém. Mas antes de cruzar oceanos e costurar o litoral brasileiro, os cabos já começavam a encurtar distâncias próximas: um cabo telegráfico submarino instalado sob a Baía de Guanabara conectou Rio de Janeiro e Niterói, mostrando que até poucos quilômetros de água podiam ser uma barreira vencida pela tecnologia. Fios de cobre no fundo do mar, levando telegramas entre cidades costeiras e, depois, até Portugal. Era o início de uma conexão que nunca mais se interrompeu.
Após 150 anos, a Praia do Futuro, em Fortaleza, é um dos pontos mais conectados do planeta. São mais de 16 cabos modernos de fibra óptica que partem dali para a Europa, a África, a América do Norte e o Caribe. O cabo EllaLink, inaugurado em 2021, liga Fortaleza a Sines, em Portugal, por 6 mil quilômetros sob o Atlântico, sem passar pelos Estados Unidos. É a primeira conexão direta de alta capacidade entre a América Latina e a Europa. Cada reunião pelo Zoom ou mensagem pelo WhatsApp que cruza o oceano viaja por esses fios no fundo do mar.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de uma praia com trabalhadores em uma operação de instalação de cabos submarinos. Do lado esquerdo, vemos grandes bolas azuis, posicionadas sobre a areia. No centro, quatro homens vestidos com roupas azuis estão envolvidos em atividades junto a um cabo preto enrolado. À direita, há montes de areia escavada, indicando o trabalho de instalação. No fundo, um navio está navegando na água clara e azul do oceano. Além disso, há um pequeno barco à distância, também no mar. A cena transmite a sensação de uma operação técnica em andamento, com foco na instalação de infraestrutura subaquática.