Pular para o conteúdo

Comunicação é Cultura

VIDEOGAMES

O videogame no Brasil começou nos fliperamas, depois migrou para as locadoras, onde se alugava um cartucho de Mega Drive por uma tarde. Em cada um desses espaços, jogar nunca foi uma atividade solitária: era coletivo e envolvia muita conversa. Nos anos 90, as locadoras foram o coração gamer brasileiro. Muita gente alugava cartucho no fim de semana ou jogava por horas em TVs de bairro. Os fliperamas eram espaços profundamente sociais e criaram campeões locais.

Quando as lan houses explodiram nos anos 2000, o videogame virou, de vez, uma ferramenta de comunicação. As partidas de Counter-Strike organizavam o bairro em clãs: equipes com nomes, hierarquias e identidades próprias que representavam ruas, escolas e comunidades. O jogo criava a língua, o vínculo e o território.. Hoje, streamers brasileiros na Twitch comandam audiências maiores do que as de muitos programas de TV. E os games viraram cultura popular quando passaram a rodar também em celulares mais baratos.

Descrição da imagem: Fotografia colorida de duas pessoas segurando controles de videogame, com as mãos em primeiro plano. Elas estão sentadas em frente a um televisor que exibe uma partida de futebol virtual. Ao fundo, há um estante de madeira com livros e DVDs, e uma lâmpada pendente iluminando a sala. A parede atrás do televisor é branca, e há uma janela à direita com uma vista parcial da cidade à noite.