MEMES
O biólogo britânico Richard Dawkins cunhou o termo nos anos 1970 para descrever unidades culturais que se replicam. Meio século depois, no Brasil do WhatsApp e do Instagram, o conceito virou prática diária: é como a gente comenta a política, processa o luto, acompanha a cultura pop e transforma acontecimentos cotidianos em humor compartilhado.
O Brasil desenvolveu uma cultura de memes particularmente intensa. Em muitos momentos, o país parece conversar por meio de memes que carregam referências que só fazem sentido para quem vive aqui.
Alguns memes nascem rápido, viralizam em horas, morrem em dias. Outros permanecem, circulando no imaginário coletivo. São pequenas cápsulas de memória: guardam humores, conflitos e sentimentos de uma época.
Ao mesmo tempo, essa força de circulação também traz desafios. A mesma capacidade de sintetizar ideias complexas pode tanto simplificar debates quanto disseminar preconceitos ou desinformação. O meme é uma das linguagens mais importantes do nosso tempo.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de uma mulher com cabelos loiros. Na parte superior esquerda, há um círculo com a letra "r" dentro e a fórmula "A = πr²". Abaixo, a fórmula "C = 2πr". À direita, há um cone com a letra "h" e "r", e a fórmula "V = ⅓πr²h". No canto inferior esquerdo, há um triângulo retângulo com ângulos de 30°, 45° e 60°, e tabelas de seno, cosseno e tangente. À direita, há uma série de integrais matemáticas. No canto inferior direito, há uma equação quadrática "ax² + bx + c = 0".