Pular para o conteúdo

Comunicação Além da Tecnologia

CHEIROS

O olfato, que é a nossa capacidade de sentir cheiros, é o único sentido que chega ao cérebro sem passar por filtros intermediários. As substâncias químicas liberadas pelo nosso corpo comunicam atração e perigo sem que a gente se dê conta.

No Brasil, um dos maiores mercados consumidor de perfumes do mundo, os cheiros também têm memória e identidade. O cheiro de terra molhada anuncia a chuva antes que ela chegue. O incenso prepara o ambiente para o sagrado. Os diversos aromas do mercado do Ver-o-Peso, em Belém do Pará.

Os livros de Jorge Amado, por exemplo, quase exalam o universo de Salvador com os cheiros de maresia, de suor e da fritura do dendê que anunciam a baiana antes que ela apareça. Em “Gabriela, Cravo e Canela”, inclusive, o próprio título é olfativo.

Descrição da imagem: Fotografia colorida de diversas especiarias dispostas sobre uma superfície de madeira. Do lado esquerdo, vemos canelas em rachas e grãos vermelhos. Ao centro, há estrelas de anis e pimenta preta. À direita, encontramos pó amarelo, que é curcuma, e folhas verdes. No canto superior direito, há um pequeno pedaço de madeira. A disposição é aleatória, com as especiarias espalhadas pela superfície.