TELEFONE GÔNDOLA
O telefone tipo gôndola era a essência do chique. Com sua base alongada e curva que lembrava os barcos de Veneza, apareceu no Brasil no final dos anos 1960 e foi um choque estético. De repente, o telefone podia ser laranja. Podia ser verde. Podia combinar com a decoração da sala, o tapete e a cortina.
Era plástico leve no lugar da resina sintética pesada, design europeu no lugar do rigor industrial, e a sensação de que a modernidade tinha chegado também às formas.
Durante a era da Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás), o gôndola foi um dos modelos mais instalados em residências brasileiras. Mas, muitas vezes, o aparelho não era do dono da casa, e sim alugado da companhia telefônica, que o instalava, mantinha e recolhia quando o contrato terminava.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de um telefone gôndola. O telefone está disposto diagonalmente, com o receptor na parte superior e o corpo principal na parte inferior. O receptor é laranja e tem um botão de atendimento na parte superior. O corpo principal também é laranja e possui um teclado de discagem giratória na parte frontal. Um cabo laranja, com uma textura espiralada, conecta o receptor ao corpo principal. A cor laranja é uniforme em toda a peça.