TELEFONE DE EMERGÊNCIA
No Rio de Janeiro, em 1907, não existia o número 190 (telefone de emergência da Polícia Militar). Você tinha de caminhar até uma esquina movimentada do Centro. No poste, havia uma caixinha azul. Dentro, um mecanismo simples, mas revolucionário para a época, permitia que qualquer cidadão falasse com o posto policial mais próximo.
Instalada durante a grande reforma urbana do Rio, a caixa de Socorros Policiais era uma iniciativa pioneira para uma cidade que crescia rapidamente e precisava de segurança pública à altura. Por comparação, o sistema da Polícia Metropolitana de Londres, também na cor azul,começou a ser implantado apenas em 1928.
O número gravado na caixa – como o 777 – identificava sua localização exata na cidade, permitindo que a polícia soubesse de onde vinha o chamado sem que ninguém precisasse falar uma palavra. O objeto está entre os mais raros do acervo do Musehum: pouquíssimas dessas caixas sobreviveram ao tempo.
Descrição da imagem: Fotografia colorida de uma caixa de socorro policial azul. A caixa tem um design retangular com uma tampa arredondada no topo. Na parte superior, há o texto "SOCORROS POLICIAIS" escrito em letras brancas. Abaixo disso, há um pequeno símbolo que representa uma chave e a palavra "CIDADÃO". O número "777" está centralizado na caixa, abaixo do símbolo e da palavra "CIDADÃO". Embaixo do número, há o texto "FORÇA POLICIAL" e "RIO DE JANEIRO 1907", ambos escritos em letras brancas. A caixa é feita de metal e tem um tom azul vibrante.